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norma - nova arquitectura em madeira
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Questões Ambientais

Sabendo-se que a produção de uma tonelada de Cimento, no decorrer do processo industrial de produção deste material, além do consumo maciço de combustível e energia, é responsável pela libertação de cerca de 1,50 Toneladas de CO2 para a atmosfera, a construção de uma Moradia Unifamiliar, em média, e por si apenas, é responsável pela libertação de cerca de 270 toneladas de CO2 para atmosfera.

Os valores referentes ao aço e á actividade siderúrgica não diferem em muito do cimento, com acréscimo de outros gases nocivos e poluentes, designadamente, os derivados de enxofre (responsáveis por ocorrência de “Chuvas Ácidas”, fenómeno violento e de degradação actual das florestas da Europa Central).

A Indústria da Construção “convencional” integrando Betão Armado é, objectivamente, não apenas poluente a nível local, com o seu enorme impacto definitivo e permanente sobre os solos, mas sobretudo poluente de um ponto de vista global, no respeitante ao excessivo e pouco eficiente consumo energético e à libertação de gases do tipo do CO2 (conducentes ao aumento do efeitos de estufa) como também ainda de outros gases poluentes e efluentes nocivos.

Num edifício de Madeira, toda a estrutura fundamental é realizada em madeira, material que não só não liberta qualquer quantidade de CO2 quando utilizado, como oferece grande eficiência energética, pois implica consumos energéticos muito baixos durante a sua transformação e industrialização.

Em forma de árvore, fixa e retém o CO2 durante o seu ciclo de vida, não sendo esse Gás libertado aquando do abate da árvore no processo de exploração florestal sustentável e renovável.

Para que se entenda a importância da exploração florestal sustentável e a importância da utilização da madeira como matéria primordial de construção, fundamento principal e sustentáculo da exploração florestal sustentável, há que conhecer e entender que cada árvore normal, ao longo de um ciclo de vida de 30 anos, realiza as seguintes funções:

  • Produz e liberta cerca de 10.000 kg de matéria orgânica, que cai sobre o solo e que através de compostagem natural, o fertiliza, incrementando a camada fértil vegetal e evitando a erosão.
  • No balanço entre a água absorvida água e libertada, apresenta um saldo positivo, pois liberta para a atmosfera cerca de 400.000 litros de água, ajudando a criar humidade atmosférica e potenciando a ocorrência de chuva, sobretudo quando em largas manchas florestais.
  • Liberta para a atmosfera cerca de 8.000 metros cúbicos de oxigénio, (aproximadamente a mesma quantidade de oxigénio que cada ser humano consome num período de 80 anos de vida !...)
  • Absorve da atmosfera cerca de 25.000 metros cúbicos de CO2, que fixa e transforma em oxigénio e matéria orgânica através de fotossíntese, ajudando a descontaminar o ar deste gás e a evitar o crescimento do efeito de estufa.

Obviamente, esta “performance” varia de espécie para espécie, tendo-se apresentado valores médios para árvores que produzem tipos de madeira correntemente utilizadas em construção, designadamente, na construção em questão.

A madeira utilizada nas nossas construções provém sempre de floresta certificada e sustentavelmente explorada (plantação de três novos exemplares por cada abate individual, e futuro abate apenas após os 30 anos de crescimento de cada espécie e segundo licenciamento específico de abate).

Obviamente, estas virtudes apenas são asseguradas pela exploração florestal sustentável e renovável, sendo em absoluto indesejável a utilização de madeira proveniente de florestas tropicais ou sub tropicais Brasileira, Africana ou Asiática.

Apenas usamos madeira proveniente de floresta sustentável e renovável Europeia.

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